terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Mecha-se enquanto espera

A ARTE DE ESPERAR...


Mecha-se enquanto espera - Trecho do livro “Eu disse adeus ao namoro”, de Joshua Harris

“Minha mãe usa a frase “mexa-se enquanto espera” para expressar a mesma idéia. Se um de nós, filhos, ficamos ao redor dela, mexendo nas panelas enquanto ela faz o jantar, mamãe fala... para colocarmos a mesa, guardar as compras ou colocar os pratos na lavadoura; seja produtivo neste invervalo.

Minha mãe não tolera o desperdício de tempo. Acho que Deus tem a mesma intolerância. Ele confiou dons e talentos e espera que os guardemos e usemos sabiamente. Será que Lhe daremos retorno no investimento que fez em nós? Embora não saibamos o próximo passo em relação aos relacionamentos românticos, ainda temos trabalho a fazer. Temos maus hábitos e devemos nos livrar deles, bons hábitos que devemos desenvolver e caráter para edificar. Temos de nos mexer !

Sim, ainda teremos muitas perguntas – talvez não saibamos quem ou quando nos casaremos. Mas não devemos deixar que o que não sabemos nos impeça de agir em relação ao que sabemos. E o que sabemos? Sabemos que temos o hoje para nos mover com energia resoluta em direção à maturidade e semelhança de Cristo, um chamado de todos os cristãos que se casarão na semana que vem ou daqui a dez anos.

Quando nos concentramos em “aproveitar o tempo”, não só aproveitamos ao máximo cada momento, mas também nos preparamos para aproxima etapa de nossas vidas. Nossa fidelidade nas pequenas coisas nos garantirá o direito de lidar com responsabilidades maiores mais para frente.”

Os frutos da espera - Porque toda semente precisar morrer para gerar vida e frutificar - Por Joyce Meyer

Todos nós, em algum tempo de nossa vida, já esperamos ou esperaremos por alguma coisa. Por um emprego, um amigo, uma cura, um casamento, um filho... Por mais que já tenhamos realizado inúmeros sonhos em nossa vida, muitos outros certamente virão.

Sempre teremos a necessidade de algo novo, pois quanto mais temos, mais queremos. E nesse anseio, esperamos.

Esperar requer tempo – tempo este que nem sempre depende de nós e que muitas vezes não estamos dispostos a esperá-lo. Esperar requer fé, o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem. Esperar requer, sobretudo, confiar em Deus que, muitas vezes, trabalha em silêncio.

Aqueles que entendem o propósito da espera são capazes de esperar com alegria a despeito do quão difícil isso seja, porque se fortalecem em Deus. Outros, no entanto, aprendem da maneira mais difícil, porque tentam “apressar Deus”, acreditam que podem ajudar Deus a agir, e o resultado é sempre desastroso.

A Palavra do Senhor nos revela, no Salmos 103.14, que ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. Somos tão frágeis! Você já viu como o dicionário define a palavra “pó”? Como “uma finíssima partícula de terra seca; qualquer coisa sólida que foi submetida a moagem, a trituração”. Assim somos nós: terra seca, sedenta de água, moídos e triturados.

Nessa nossa fragilidade, somos desafiados a esperar o tão sonhado emprego, o tão sonhado casamento, o tão sonhado filho. É por isso que há uma promessa maravilhosa nos Salmos 126 dizendo que quando o Senhor nos trouxe do cativeiro de volta a Sião ficamos como quem sonha, porque nossa língua se encheu de cantos de alegria e assim os povos diziam “grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”.

Nossa vida de espera, está debaixo da lei espiritual que diz que tudo aquilo que o homem semear, isto também ceifará (Gl 6.7). É uma questão de escolha. Se esperamos no Senhor, do Senhor receberemos. Se esperamos do mundo, do mundo receberemos. No entanto, Deus quer vivamos a promessa do Salmos 126, que diz: “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” (Salmos 126.5-6).

Temos que ser como sementes que, para brotarem, têm que morrer. Para brotar, a semente precisa crescer e se tornar uma árvore; precisa ser bem cuidada, necessita de água, de calor, de oxigênio, de elementos que darão a vida para que ela sobreviva, cresça e dê muitos frutos. Assim como a semente depende de alguém que cuide dela a fim de que ela cresça, assim também nós dependemos do Senhor – da sua luz, do seu calor, do seu sopro para crescermos e darmos frutos no tempo devido.

Tudo é uma questão de tempo. A diferença entre nós e uma simples semente é que ela não tem vontade própria, ou seja, ela não tem como dizer ao seu Criador: “Não quero que você cuide de mim”. Nós, porém, temos esse poder de decisão. Quando esperamos algo de Deus, dizemos a ele: “Está demorando demais. Não quero que cuide de mim, posso me virar sozinho”. Nós buscamos isso, e isso é o que vamos colher.

Quais são as nossas condições hoje para recebermos a promessa? Será que estamos prontos para recebermos aquilo que Deus já reservou para nós? Você está preparado para colher os frutos da promessa? O que você fará depois com eles?

Muitos quando recebem uma bênção, se esquecem de Deus, de continuar buscando a presença dele, de forma intensa, quando o faziam no período de espera. Será que podemos dizer: “Senhor, muito obrigado por esta bênção. Continuo confiando em ti. Agradeço por continuar a confiar em mim!”?

É preciso morrer como a semente. Morrer para si mesmo e ter a esperança de colher os frutos no tempo devido. Morrer para o mundo, se ver como pó; crer e esperar que a bênção de Deus enriquece e não acrescenta dores.

Quem há de morrer para a própria vontade a fim de que se manifeste a glória e o poder de Deus?"

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