sexta-feira, 10 de junho de 2016

História de amor: Amanda e Carlos (Júnior)

“Estamos certos de que Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar todos os que O amam, dos que foram chamados conforme Seu plano.”
Romanos 8:28

 Era uma vez
(letra e música: Amanda Jardim)

Era uma vez uma menina tão cheia de sonhos

Ninguém acreditava que poderia alcança-los
Mas para Deus não há impossíveis
Olha só: O improvável aconteceu!
Era uma vez uma história de felizes para sempre
Não conto de fadas, mais intenso, mais real
Um futuro cheio de esperança e paz
Uma história de amor escrita no céu
Me dê sua mão, deixa eu te amar
Me dê sua mão, vou te honrar
Juntos, vamos crescer
Onde fores eu irei com você

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Eu sou Amanda Jardim, e nasci e cresci em uma cidadezinha do interior de Campos dos Goytacazes, Santa Maria. Nasci ainda na década de 80 e aos 2 anos de idade, meus pais se separaram. Parece simples, mas não foi. Cresci vendo meu pai nos rejeitando, minha mãe lutando para não deixar faltar nada em casa. Desde cedo entendi a rejeição do meu pai. Cresci sofrendo por sua ausência, mesmo ele morando tão perto, praticamente num vilarejo ao lado da cidade. Ao longo da minha jornada, fui desenvolvendo meus muros de proteção, eu era muito estudiosa, e sonhava em melhorar de vida. Bem nova, já por volta dos 10 anos de idade já dizia que queria fazer faculdade e arranjar um emprego para ajudar a minha família e não ter que “depender” de homem algum. Eu até brincava que poderia me casar, mas eu teria meu próprio carro, meu dinheiro, e caso desse errado, eu mesma pediria separação. Apesar de ser tão bem resolvida na escola, eu não era bem resolvida por dentro, na alma. A rejeição do meu pai deixou feridas profundas e contribuiu para minha baixa auto-estima.
Até aí, minha vida seguia naquela mesma rotina: Estudar, enquanto as outras crianças brincavam, me esforçar para ter dias melhores e tentar superar as carências afetivas que possuía. Por volta de 1995, se não me engano, minha mãe decidiu que precisávamos nos firmar em alguma igreja. Dizíamos que éramos católicos, mas não éramos praticantes. E me recordo que decidimos visitar outras igrejas. Nessa época, creio que alguns familiares nossos, que já tinham se convertido ao evangelho, oravam por nós. E finalmente, tive o maior e melhor encontro da minha vida: Conheci Deus, que também era meu Pai.
Entendo que foi providencial ter conhecido Deus antes de entrar na adolescência, pois toda rejeição que sofri do meu pai, me deixou marcas e feridas profundas, que poderiam ter me levado a destruição de todo resto da minha vida. Com certeza, eu teria feito uma escolha errada de parceiro para um casamento e hoje teria outra vida. Como Deus foi Bom, como Ele me amou ao me resgatar!
Cresci servindo a Deus e o maior desejo do meu coração era obedecê-Lo, agradá-Lo. E mesmo assim, passei por experiências terríveis e dolorosas de agressão emocional, de desconstrução do meu Eu, e de feridas que foram difíceis de lidar. Mas eu sempre acreditava que Deus estava comigo, “Ele agia em todas as coisas, para o meu bem.”
Demorei muito pra namorar, eu não me importava muito com isso, fui muito moleca, criançona até depois de adolescente. A primeira experiência de namoro que tive, se é que isso pode chamar-se namoro, foi de um menino que gostava e que roubou um beijo meu. Fiquei tão indignada (risos), pois queria que aquele momento fosse especial, e não foi. Aos 16 anos, mais ou menos, namorei pela primeira vez, mas sabia que Deus não aprovava o namoro. Minha mãe, a quem era muito obediente, me pedia para pensar sobre minha escolha, pois quem eu havia escolhido para namorar não tinha os mesmos planos que eu para o futuro. E pela primeira vez, senti um grande temor de me “perder’ de Deus. E acabei findando o namoro depois de pouco mais que 2 semanas.
Foi então quando enxerguei que não tinha a capacidade de escolher alguém para mim. E fiz um voto a Deus: Que só iria namorar quem Ele escolhesse para eu casar. Parece estranho né? Mas foi uma das orações mais importantes da minha vida. Pedi a Deus que me guardasse e que mesmo que eu gostasse de alguém, se essa não fosse a pessoa que Ele tinha para mim, que não permitisse que ela gostasse de mim, ou que chegasse para me pedir em namoro. Em suma, pedi a Deus que bloqueasse qualquer outro rapaz que não fosse o homem que Ele escolheria para casar comigo. (Pedido duro hein? Rs)
Não me recordo exatamente o ano que fiz esse voto (que só iria namorar com meu esposo) e essa oração de entrega, só sei que desde então passaram-se muitos anos, desde 1999 até 2003, quando conheci meu esposo. Mas detalhe, em 2003 só o conheci (risos). Isso foi quando tinha iniciado a graduação em Ciências Biológicas na UENF, sentada na padaria (Santa Maria), onde recentemente foi uma auto escola, aguardando transporte para Campos e alguém que não conhecia puxou conversa comigo sobre o curso. Sim, era ele, mas eu sequer dei atenção, não me apaixonei naquele dia, estava envolvida com uma prova que faria no mesmo dia. Dias depois, me procurou para pedir ajuda pois também estava para iniciar seu curso no antigo CEFET Campos, atual IFF. E então tornamo-nos grandes amigos. E era realmente isso que eu achava que éramos: Amigos. Até que no final de 2004, ... pensei: Não acredito que gosto desse menino, puxa, era tudo tão legal apenas como amigos. E decidi orar por tudo isso.
Em 8 de janeiro de 2005, me ajoelhei e disse a Deus que gostava muito dele, e que o sentimento só aumentava, e o pedi a Deus. Recordo-me como se fosse hoje, dizendo a Deus que se fosse de Sua vontade, que me desse de presente o Júnior. E Deus me deu. Mas não foi tudo fácil desde então. Passaram-se alguns meses, até que fomos em um casamento na prainha do Gelson, dia 02 de abril de 2005, e lá ele se declarou para mim. Foi tudo tão lindo e inesperado, que fiquei completamente sem ter o que dizer. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Mas não começamos a namorar nesse dia. O que esqueci de dizer foi que tinha feito um voto que envolvia beijo. E me lembro que pedi a ele que conversássemos com mais calma em outro lugar e outro dia. No dia seguinte, ele me procurou, e aceitei namorá-lo, mas pedi que ainda não nos beijássemos, pois havia guardado até o beijo para um namoro com meu esposo. Pedi que tivesse um pouco de paciência até que em oração Deus confirmasse tudo. E milagrosamente, ele aceitou. Começamos a namorar em início de abril de 2005, mas só no jantar dos namorados, em 2005, nos beijamos pela 1 vez (mais de 2 meses! Risos).
Nosso namoro não foi perfeito. Foram tantas as dificuldades! Brigávamos muito e tínhamos muitos desentendimentos. Como éramos imaturos! Além disso, muitas influências não foram boas, desde o meu passado de rejeição que não permitia aceitar o amor dele, como influências de pessoas muito próximas de minha família. Apesar de tudo, namoramos 2 anos. Foram 2 anos de muitas experiências juntos. Éramos companheiros e vimos o crescimento um do outro. E então, em abril de 2007, terminamos o namoro. Quer dizer, ele terminou (Essa informação é muito importante em todo o resto da história, risos).
Mas você deve estar pensando: – Mas e o voto que você fez a Deus? Pois é. Fiz um voto que só namoraria meu esposo. E Deus havia me respondido claramente que Júnior seria meu esposo. Mas tudo acabou. Como foi difícil entender Deus naquele tempo. Segui vivendo como antes. Entrei no mestrado, ainda em 2007, e ele foi embora para Itaguaí, pois tinha vindo para Campos apenas para estudar.
Os anos que se seguem, de 2007 a 2008 foram muito difíceis. Não somente porque esse sonho tinha sido desmanchado, mas porque enfrentei graves problemas familiares. Eu realmente parecia estar num campo de sonhos totalmente minados, acabados. Continuei buscando a Deus e esforçando-me nos meus objetivos. Nesse meio tempo, eu já tinha até desistido do Júnior. Me questionava o porquê de tudo que tinha acontecido. Para piorar, também fiquei sabendo que ele estava namorando uma outra moça e realmente nem tinha esperança de que pudéssemos reatar algo. O que mais pesava em meu coração era meu voto a Deus e pensava: Será que nunca irei me casar? E os meus sonhos?
De forma muito inesperada, final de 2008, abro meu email, e depois de muito tempo (nem sei quanto, rs), lá estava um email dele. Mas eu apenas abri e li. Fiquei indignada (na verdade, o que eu não percebia era que gostava ainda dele), e sequer respondi. Nas semanas seguintes, ele começou a mandar vários e-mails querendo reatar uma amizade, que eu já não queria mais. E comecei a orar por tudo isso. Em janeiro de 2009, fui passar férias na casa de uma amiga de graduação, em Niterói e ele pediu para me ver. Esse encontro! Como foi especial! No momento que o vi, senti tudo novamente. Percebi que ainda gostava dele. Que ele estava mais lindo que antes. E entendi que nesses quase 2 anos de distância, nada havia mudado entre nós dois. Mas é claro, fiquei na minha. Passamos um dia muito legal, conversamos e nos divertimos como nos velhos tempos, e não tocamos nesse assunto sobre namoro. Fui embora e ele também. Nos dias seguintes, orei a Deus dizendo tudo, que eu não entendia porque ainda gostava dele. E então falei com Deus: – Senhor, dá-me um sinal, se realmente ele ainda for meu, se é para nos casarmos, que na primeira vez que ele for falar de namoro, ele fale antes de casamento. Eu achava improvável tudo isso, porque se ele fosse falar de namoro, depois de 2 anos separados, não falaria em casamento. Nos dias seguintes, me procurou e a primeira coisa que disse foi que não havia me esquecido todo esse tempo, e que se fosse para namorarmos, seria para casar logo. Isso foi por MSN e recordo-me que parei, respirei e reli várias vezes essa frase, ainda sem acreditar. Pois é, como Romanos 8:28, se encaixa bem né? Deus agiu durante todo esse tempo, em todas as coisas para o nosso bem.
Reatamos o namoro em fevereiro de 2009. Ele morando no Rio e eu Campos. Nos víamos pouco, mas Deus nos ajudou nas dificuldades que encontramos. Ficamos noivos em setembro de 2010, quando os preparativos do nosso casamento já estavam a todo vapor. Aliás, Deus proveu tudo para que casássemos. Foi tudo um milagre! E nos casamos, no dia 8 de janeiro de 2011, exatos 6 anos atrás depois de eu me ajoelhar e pedi-lo a Deus.
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Uau! Que história não é mesmo? Hoje é bem fácil de relatar cada detalhe. Mas tudo durante um tempo foi tão obscuro, tão confuso. Mas Deus estava agindo em cada detalhe, em cada tempo, para o nosso bem. Depois que nos casamos, as coisas não foram mais fáceis. Um mês depois de casados, meu esposo precisou ir embora para o Pará, onde havia conseguido emprego fixo, concursado numa Universidade. E eu? Havia acabado de começar doutorado em Campos. O ano de 2011 foi mais um ano de superação em nosso relacionamento, pois recém-casados, nos víamos apenas 1 vez ao mês. Até que em maio de 2011, consegui liberação para fazer parte do doutorado no Pará, e finalmente conseguimos ficar juntinhos. Ficamos por lá até janeiro de 2012, quando nos mudamos aqui para o Paraná. Nesse momento entendi que o doutorado já não cabia mais na minha vida e que não valia a pena sacrificar minha família por um título. Foi difícil, pois era um sonho, eu havia batalhado muito por isso, mas decidi abandonar e seguir meu esposo, crendo na provisão Divina. Ainda em 2012, coisas novas e maravilhosas aconteceram, e Deus abriu uma porta de emprego para mim como professora universitária (realmente vi a mão de Deus nisso), e nesse mesmo ano, ganhamos nosso maior presente do céu: Ficamos grávidos da Ana. Em junho de 2013, ela nasceu, trouxe tanta alegria, colorindo nossos dias. Por outro lado, novamente, tudo mudou. Enquanto recebíamos esse presente, mais uma vez precisei renunciar outros detalhes da minha vida e história! Na verdade o que eu sequer imaginava é que iniciaria uma nova fase de grandes renúncias pessoais.
E tive que novamente crer nessa palavra: ““Estamos certos de que Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar todos os que O amam, dos que foram chamados conforme Seu plano.” Romanos 8:28. Anos atrás não entendia nada, não conseguia compreender muita coisa, mas olha só o que Deus fez por mim: Ele me deu uma família! Ele escolheu um esposo que eu mesma não seria capaz de escolher tão bem! Todas as vezes que olho meu esposo e minha filha, vejo a graça de Deus derramada em minha vida. Será que alguém como eu, com toda história de rejeição seria capaz de fazer algo assim? Mas este é o segredo: Não fui eu quem fiz, Deus agiu em todas as coisas para o meu bem! A bíblia diz: “Olho algum jamais viu, ouvido algum nunca ouviu e mente nenhuma imaginou o que Deus planejou para aqueles que o amam.” 1 Coríntios 2:9. Se eu fosse contar dada detalhe da minha história entenderia como hoje minha família é um milagre de Deus, como representa toda a bondade e gentileza do coração de Deus. Se venho de uma família de origem confusa, hoje Deus me deu uma família muito além do que sonhei, pedi ou imaginei, porque como está escrito em Romanos 5:20: “…onde abundou o pecado, superabundou a graça.” Nosso destino pode ser mudado em Cristo, seja qual for nossa origem!
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E você, querido(a) jovem? Tem esperado no Senhor? Tem entregado e confiado esse sonho ao Senhor?! Confia Nele, Ele tem agido em todas as coisas com o fim de beneficiar todos os que O amam! Eu não sei da sua história de vida, mas eu sei quem é Deus e o que Ele é capaz de fazer: Eu sei, Deus age em todas as coisas para o bem de todos aqueles que O amam. Eu sei, nada saiu do Seu controle. Por mais difícil que seja, Deus age conforme os Seus planos. Só Deus põe ordem no nosso caos.
Você solteiro(a), que Deus te abençoe e aqueça seu coração através do meu testemunho! E que você siga firme, acreditando no sonho que Deus tem sonhado para você. Ele ainda escreve lindas histórias de amor, e eu sou prova disso! Deus te abençoe!
Carinhosamente, Amanda Jardim

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