segunda-feira, 18 de julho de 2016

O noivado que agrada a Deus

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O noivado é a última etapa cujo o desfecho é o casamento. É uma aventura rumo ao desconhecido, mas com pré requisitos que não podem ser deixados de lado e que são essenciais na vida daqueles que realmente almejam viver segundo a vontade de Deus e, glorificando-o.
É bom considerar que Deus fez o homem e a mulher para que vivessem juntos e em família (Gênesis 1-3) e que estes devem seguir cada passo nesta união de forma sequencial e uniforme.
Os noivos precisam ter em mente que há tempo para todo o propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3.1), por isto é importante que o tempo de noivado não fique aquém, nem além das expectativas.
Estamos constantemente nos avaliando e sendo avaliados. Este processo nos auxilia na busca de sermos melhores e também nas decisões de mudanças que precisam acontecer para que ocorra um ajuste nos relacionamentos.
A primeira avaliação deve estar relacionada às escolhas que já fiz: Com quem estou buscando uma vida a dois – Somos filhos do mesmo Pai (Deus)?
A Bíblia é bem clara quando fala sobre a união com um jugo desigual. O inimigo de nossas almas tem colocado como justificativas alguns questionamentos que só tem feito confundir e levar lares a serem construídos sobre areia, tais como: “Não é crente ainda não, mas tem uma vida melhor que a de muitos crentes”, “Vai comigo a igreja e não me impede de ir”. “Sei que através do meu testemunho, vai acabar se convertendo”.
Um noivado que agrada a Deus tem início em um namoro com alguém da mesma crença ou fé. Há então o questionamento de que isto não é suficiente para um casamento bem sucedido, o que é verdade, pois se viver já é difícil, conviver é mais ainda.
Nesse relacionamento há um anseio de agradar o companheiro e isto pode trazer problemas se os noivos não têm em mente a vontade e o plano de Deus para as suas vidas, que é boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2). Nesta etapa é importante que passem por acompanhamentos pré-nupciais, pois estes são de grande valia e auxiliam nos ajustes que são necessários para a concretização do sonho de se casar.
Este é um tempo de se estar juntos, mas de se ter cuidado com o estar a sós. É o momento em que se está mais íntimo e não podem se esquecer que a união sexual é algo que deve acontecer só após o casamento. Nesta área também deve haver muito cuidado com os enganos como: “vamos casar mesmo, o que é que tem?” Ou, “precisamos saber se combinamos nesta área também, é melhor saber agora do que se decepcionar depois”. Ou ainda achar, “o adultério é que é pecado e isto só ocorre quando se é casado”, não se tendo conhecimento que a relação sexual entre solteiro é denominada na Bíblia como fornicação. É importante que se reconheça as limitações e não se faça testes aos quais irá se arrepender depois.
Aproveite estes momentos de noivado para conversar bastante, traçar as metas para o grande dia, planejar para a vida futura de casados. Uma agenda de noivos é sempre aconselhável para que não sejam pegos de surpresa ou acabem entrando em dívidas, ou deixando-as para outros assumirem. O casamento é uma festa muito importante, mas precisamos ter em mente que nem sempre conseguiremos realizar tudo aquilo que sonhamos, e que a melhor coisa além de lutar pelos sonhos é manter os pés em terra firme.
Na busca de um casamento perfeito, o que não existe, o melhor que temos a fazer é buscar sempre a orientação divina e nunca negar os problemas mas, reconhecendo-os, buscar soluções para os mesmos. Lembrar sempre: “minhas provações não são maiores que o meu Deus e não vão me impedir de caminhar”.
Concluindo, não existe casamento perfeito, pois somos pessoas imperfeitas; no entanto, juntos podemos construir um relacionamento que agrada a Deus. É preciso, portanto, diante do empreendimento mais importante da vida na terra – o casamento, nos posicionarmos diante de Deus para viver segundo suas orientações. Assim, comprometido com Deus e crendo no Seu plano para uma vida a dois, esta relação deve ser construída dia a dia na direção do Espírito, não só vivendo um noivado que lhe agrada, mas também a vida conjugal que será estabelecida.
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Por: Jerusa de Sousa Soares Silva



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